
Pela estrada afora...
Como um fantasma que se refugia
na solidão da natureza morta..
Por trás dos carvalhos, naquela noite chorei, uma estalactite.
Pela estrada afora...
Fazia frio, e o frio que fazia
não era este que a carne nos conforta..
Cortava assim como a vil lâmina
do carrasco corta!
Pela estrada afora...
Eu saí como quem tudo repele,
Destino à favor da barriga do verme...